Você já parou para pensar que, às vezes, o maior inimigo do seu patrimônio não é uma crise global ou uma queda brusca na bolsa, mas aquela pequena decisão que você toma no piloto automático toda segunda-feira? Existe uma diferença abissal entre “guardar dinheiro” e “construir riqueza”. Muita gente passa a vida inteira no primeiro grupo, trabalhando duro, economizando no cafezinho, mas morrendo na praia porque negligenciou os vazamentos invisíveis do seu planejamento financeiro.
O erro mais comum — e talvez o mais perigoso por ser silencioso — é a subestimação da inflação aliada à inércia na conta poupança. Manter o grosso do seu capital na poupança não é uma estratégia conservadora; é uma escolha consciente de perder poder de compra a longo prazo. Quando a rentabilidade do seu investimento não supera o IPCA (o índice que mede o custo de vida), seu dinheiro está, na prática, encolhendo. É como tentar subir uma escada rolante que desce mais rápido do que você caminha. O cenário de Ricardo: a armadilha do “estou seguro” Imagine o Ricardo, um profissional dedicado que poupa R$ 1.500 todos os meses.
Ele tem pavor de risco, então deixa tudo no banco tradicional. Do outro lado, temos a Marina, que dedica o mesmo valor, mas separou três meses de despesas em um CDB de liquidez diária (sua reserva de emergência) e diversificou o restante entre Tesouro IPCA+, algumas ações que pagam bons dividendos e uma pequena parcela em Bitcoin. Em cinco anos, Ricardo sente que está prosperando porque o saldo nominal cresceu. No entanto, ele não percebe que o preço do aluguel, do plano de saúde e do supermercado subiu 30%. Enquanto isso, Marina protegeu seu principal da inflação e viu os juros compostos trabalharem sobre os dividendos reinvestidos. O “custo de aprendizado” do Ricardo foi o custo de oportunidade: ele pagou com o tempo que não volta mais. Entenda mais sobre Onilx group
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Arquitetura de portfólio: por que a diversificação é oúnico “almoço grátis” disponível no mercado
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Você já parou para pensar que a maioria das promessas no mercado financeiro exige um sacrifício proporcional? Quer mais retorno? Aceite mais risco. Quer mais liquidez? Abra mão da rentabilidade. No entanto, existe uma anomalia matemática, descrita por Harry Markowitz na Teoria Moderna do Portfólio, que desafia essa lógica linear: a diversificação. Ela é frequentemente chamada de o único “almoço grátis” nas finanças porque permite reduzir a volatilidade total de uma carteira sem, necessariamente, reduzir a sua expectativa de ganho.
O segredo técnico por trás desse fenômeno não está na quantidade de ativos que você possui, mas na correlação entre eles. Se você possui dez ações do setor bancário, você não está diversificado; você está concentrado em um risco sistêmico setorial. A verdadeira mágica acontece quando combinamos classes de ativos que reagem de formas opostas ou independentes aos mesmos estímulos macroeconômicos. A Mecânica da Descorrelação Imagine um cenário de inflação resiliente e alta de juros (Selic).
Nesse contexto, o valor de mercado de fundos imobiliários (FIIs) de tijolo e de ações de crescimento tende a sofrer devido ao custo de capital mais elevado. Contudo, se o seu portfólio possui uma fatia robusta em Renda Fixa pós-fixada (como um CDB 100% do CDI ou Tesouro Selic), essa parcela estará capturando a alta dos juros, compensando a desvalorização nominal dos ativos de risco. Quando inserimos criptoativos como Bitcoin e Ethereum nessa equação, a dinâmica se torna ainda mais interessante.
Embora o mercado cripto apresente uma volatilidade intrínseca elevada, sua correlação histórica com o mercado de ações tradicional é intermitente. Em momentos de crise de confiança no sistema bancário tradicional, o Bitcoin muitas vezes atua como um “ouro digital”, operando de forma assimétrica. Ter 2% ou 5% de exposição em cripto não serve apenas para buscar valorizações explosivas, mas para adicionar um vetor de crescimento que não depende diretamente do PIB brasileiro ou do balanço de pagamentos do governo.
O book em metamorfose: Por que sua imagem de ontem pode não vender o seu potencial de amanhã
Quando foi a última vez que você olhou para o seu portfólio e sentiu que ele realmente captura quem você é hoje, e não quem você tentou ser há dois anos? No ecossistema da publicidade e da moda, a imagem não é um registro estático; é uma ferramenta de vendas com prazo de validade curto. Manter um book desatualizado é o equivalente a uma empresa tentar vender um software de ponta usando um catálogo impresso em 2010. O mercado não compra apenas o seu rosto; ele compra a sua capacidade de se adaptar às narrativas contemporâneas. O erro mais comum que observo em talentos em início de carreira — e até em veteranos acomodados — é tratar o book fotográfico como um troféu de conquistas passadas. Se as suas fotos principais mostram uma versão sua com uma energia, corte de cabelo ou expressão que não condizem com sua realidade atual, você está criando um ruído na comunicação com o produtor de casting. Imagine o cenário: uma marca de tecnologia busca um perfil “clean” e moderno. Eles selecionam você com base em fotos de um editorial gótico de três anos atrás. No momento do teste presencial ou do self-tape, a desconexão é imediata. O cliente não sente confiança, e a agência perde credibilidade. A anatomia da imagem comercial vs. fashion Para entender a metamorfose necessária, precisamos decompor o que cada segmento exige. Um portfólio eficiente precisa de uma curadoria cirúrgica: O olhar comercial: Aqui, a técnica foca na clareza. O cliente quer ver o seu sorriso, a sua capacidade de transmitir conforto e familiaridade. É a “pessoa real” elevada a um nível profissional. Se o seu book só tem carões de alta moda, você está deixando dinheiro na mesa ao ignorar o vasto mercado de e-commerce e campanhas institucionais. O editorial de moda: Este espaço é para a experimentação. É onde a postura e a expressão corporal desafiam a gravidade e o óbvio. Aqui, o fotógrafo e o modelo colaboram para criar uma narrativa artística. Se falta “atitude” ou se as fotos parecem datadas por causa de uma edição excessiva (aquele Photoshop pesado que era moda em 2015), o material perde o valor instantaneamente. A indústria migrou de uma busca pela perfeição plástica para uma busca pela autenticidade palpável. Hoje, as agências de modelos e produtores de cinema valorizam as chamadas “polas” (fotos polaroide/digitais sem maquiagem e com luz natural) tanto quanto o ensaio mais caro do seu portfólio. Isso acontece porque a publicidade de marcas agora vive no digital, onde a barreira entre o modelo e o consumidor final é quase inexistente. Um exemplo prático dessa mudança é o crescimento do marketing de influência integrado ao casting tradicional. Muitas vezes, um ator é selecionado não apenas pelo seu currículo, mas pela forma como ele se porta diante das câmeras em situações cotidianas. Se o seu portfólio não reflete essa versatilidade — essa capacidade de ser “gente como a gente” e, no minuto seguinte, um ícone de luxo —, sua representação artística fica limitada. A renovação do material não significa necessariamente gastar fortunas com novos ensaios todos os meses. Significa ter um olhar analítico sobre o que o mercado está pedindo. Se as tendências atuais pendem para o minimalismo e para a diversidade real, por que seu book ainda está focado em produções carregadas e cenários artificiais? O portfólio artístico deve ser um organismo vivo. Ele precisa respirar as mudanças do mercado e, acima de tudo, antecipar o próximo passo da sua carreira. Se você deseja migrar do comercial para o cinema, seu material precisa exprimir profundidade dramática, não apenas um rosto bonito. No final das contas, a imagem que você projeta hoje é o contrato que você assinará amanhã. Manter-se em metamorfose não é uma escolha estética, é uma estratégia de sobrevivência profissional.
O efeito vitrine: por que o marketing de experiênciasubstituiu o antigo anúncio de classificados
Você já passou pela experiência frustrante de anunciar um imóvel impecável, com uma localização invejável, e ver o telefone simplesmente não tocar? Ou pior: receber dezenas de curiosos que visitam o local, mas saem com aquela cara de “não era bem o que eu esperava”. O problema, na grande maioria das vezes, não está no preço ou na metragem. Está na forma como o imóvel é narrado. Antigamente, o mercado imobiliário operava sob a lógica da escassez de informação. O comprador abria o jornal, via um anúncio de três linhas com abreviações incompreensíveis — “3 qtos, c/ suíte, gar. cob.” — e ligava por pura necessidade de saber mais.
Hoje, a dinâmica inverteu. O excesso de informação gerou uma “cegueira de anúncios”. Se o seu imóvel parece apenas mais uma caixa de concreto em meio a milhares de outras nos portais, ele se torna invisível. A transição do anúncio estático para o marketing de experiência não é um capricho estético; é uma resposta biológica. Compramos com a emoção e justificamos com a razão. Quando um corretor de imóveis entende que não está vendendo metros quadrados, mas sim o cenário onde a vida do cliente vai acontecer, o jogo muda.
É aqui que entra o “efeito vitrine”. Imagine dois apartamentos idênticos no mesmo prédio, ambos à venda. O primeiro está vazio, com lâmpadas fluorescentes penduradas por fios, paredes com marcas de quadros antigos e um eco que incomoda. As fotos do anúncio foram tiradas com o celular, contra a luz, mostrando o vaso sanitário aberto. O segundo passou por um processo básico de home staging. Há uma cafeteira moderna na bancada da cozinha, uma manta estrategicamente dobrada no sofá e a iluminação é quente, acolhedora. O anúncio não foca apenas na escritura de imóveis ou no valor do condomínio, mas sim na vista do pôr do sol da varanda. https://rozasempreendimentos.com.br/imoveis/apartamento/para-alugar
O peso da planta: como projetar retornos reais sobremetros quadrados que ainda não existem
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Comprar um imóvel na planta é, em essência, adquirir uma promessa de futuro embrulhada em um contrato jurídico. Para o investidor comum, o apelo costuma ser o preço reduzido; para o estrategista de patrimônio, trata-se de uma operação de arbitragem de tempo e risco. O grande desafio, no entanto, reside em transformar essa projeção abstrata em rentabilidade real, fugindo das armadilhas emocionais que os estandes de vendas tão bem sabem construir. O lucro na compra de lançamentos imobiliários não nasce da valorização passiva do mercado, mas da capacidade de identificar uma assimetria entre o preço de custo atual e o valor de utilidade futura.
Quando você olha para um terreno vazio, precisa enxergar não apenas o prédio, mas como aquele ecossistema urbano se comportará em 36 ou 48 meses. Imagine o cenário de revitalização da região central de uma metrópole. Há cinco anos, muitos refutavam investimentos em áreas degradadas. O investidor que analisou o Plano Diretor e percebeu o incentivo para fachadas ativas e adensamento populacional comprou metros quadrados a valores depreciados. Ao término da obra, ele não apenas surfou a valorização imobiliária padrão, mas capturou o ágio da transformação do bairro.
Esse é o “peso da planta”: a capacidade de precificar o que ainda não é óbvio para a massa. Para projetar retornos reais, a análise técnica deve sobrepor três camadas críticas: A solidez da incorporadora: O risco de execução é o maior inimigo da rentabilidade. Verificar o histórico de entrega e a saúde financeira da empresa é o “due diligence” básico. A liquidez do layout: Plantas muito específicas ou rígidas podem limitar o público de revenda ou locação. Apartamentos com flexibilidade de planta (paredes em drywall, por exemplo) tendem a envelhecer melhor. O custo de oportunidade do capital: O aporte feito durante a obra precisa superar, com margem de segurança, o rendimento de aplicações financeiras conservadoras no mesmo período, descontando a inflação (INCC).
Escritura e Registro: A jornada burocrática que blinda a maior transação da sua vida
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O silêncio na sala do tabelionato só é interrompido pelo som seco do carimbo e pelo deslizar da caneta sobre o papel encorpado. Para quem está de fora, parece apenas burocracia, um emaranhado de termos arcaicos e taxas que pesam no bolso. Mas para quem está sentado ali, assinando a escritura de um imóvel, aquele momento é o sacramento de anos de economia, privações e sonhos. No entanto, o que muitos não percebem é que a assinatura da escritura é apenas o meio do caminho, e não o destino final. Certa vez, atendi um cliente — vamos chamá-lo de Roberto — que comprou uma casa de vila charmosa na zona sul. Ele estava radiante. Fez o contrato particular, pagou o valor à vista e recebeu as chaves. “Sou dono!”, ele me disse com um sorriso largo. Seis meses depois, Roberto descobriu que o antigo proprietário tinha dívidas trabalhistas vultosas e o imóvel estava prestes a ser penhorado. O problema? Roberto tinha a posse, tinha o contrato, mas não tinha o registro. No papel oficial, perante o Estado, a casa ainda pertencia ao devedor. O nascimento do direito: A Escritura Pública A escritura é o “contrato de casamento” entre o comprador e o vendedor, lavrado por um tabelião que possui fé pública. É aqui que se verifica se as partes são quem dizem ser e se a vontade de vender é legítima. O tabelião atua como um árbitro imparcial, garantindo que ninguém está sendo enganado. Mas há um detalhe técnico que frequentemente passa batido: a escritura prova que o negócio aconteceu, mas ela não transfere a propriedade. Ela é o título hábil, o documento que diz “eu comprei”. No entanto, no sistema jurídico brasileiro, a propriedade imobiliária é como um bastão em uma corrida de revezamento; ele só muda de mãos oficialmente quando o Registro de Imóveis entra em cena. O selo final: Por que o Registro é o que realmente importa? Existe um ditado clássico no setor: “Quem não registra não é dono”. Após sair do tabelionato com a escritura em mãos, o comprador precisa levá-la ao Cartório de Registro de Imóveis (CRI) onde o bem está matriculado. É lá que a mágica jurídica acontece. A matrícula é o DNA do imóvel. Nela consta todo o histórico, desde o primeiro tijolo até as reformas, hipotecas ou penhoras. Quando o oficial do registro averba a sua escritura na matrícula, ele está dizendo ao mundo: “A partir de hoje, este patrimônio pertence a esta pessoa”. Esse ato blinda o comprador contra dívidas futuras do vendedor e garante a segurança jurídica necessária para que você possa dormir tranquilo. O que observar nessa jornada: Certidões negativas: Nunca assine nada sem as certidões de distribuições cíveis, criminais e trabalhistas do vendedor. Elas são o seu escudo. ITBI: O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis deve ser pago antes da escritura. Sem a guia paga, o processo trava. Custos cartoriais: Planeje-se para gastar entre 4% e 6% do valor do imóvel com taxas e impostos. É o preço da paz. A segurança que o tempo não apaga Muitas pessoas tentam economizar fugindo dos custos de escritura e registro, optando pelos perigosos “contratos de gaveta”. É uma economia que pode custar o patrimônio de uma vida inteira. Um imóvel sem registro é um ativo no limbo; você não consegue financiá-lo, tem dificuldades colossais para vendê-lo e corre o risco de vê-lo envolvido em heranças alheias. Quando finalmente entreguei a matrícula atualizada para o Roberto, após uma batalha jurídica intensa para provar sua boa-fé e regularizar a situação, ele não apenas guardou o papel na pasta. Ele o segurou como se fosse um troféu. E, de certa forma, era. A burocracia, por mais densa que pareça, é a estrutura que sustenta a propriedade privada. Entender que o processo só termina no registro é o que separa um comprador amador de um proprietário protegido.
O preço da paz: por que sua reserva de emergênciavale muito mais do que a rentabilidade do mês
Você já acordou de madrugada com aquele frio na barriga, imaginando o que aconteceria se a sua principal fonte de renda sumisse amanhã? Ou se, no meio de uma semana comum, o motor do carro decidisse entregar os pontos e o orçamento estivesse no limite? Se essa sensação te soa familiar, você não está sozinho, mas talvez esteja olhando para o seu dinheiro pelo ângulo errado. Muita gente chega até mim obcecada pela “melhor rentabilidade”. Querem saber qual é a ação que vai explodir, qual criptoativo é o próximo Bitcoin ou se o CDB do banco X paga 1% a mais que o do banco Y.
Mas a verdade nua e crua, que poucos admitem, é que de nada adianta ter uma carteira de investimentos agressiva se você não tem o básico: o preço da sua paz. A reserva de emergência não é um investimento para te deixar rico. Pelo contrário, se formos olhar apenas para os números, ela é “ineficiente”. Ela vai ficar ali, rendendo o básico da Selic ou do CDI, muitas vezes perdendo por pouco para a inflação real do supermercado. Só que o objetivo dela não é multiplicar patrimônio; é evitar que você destrua o patrimônio que já construiu. Imagine o cenário: o mercado de ações entra em queda livre, como vimos em crises passadas.
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Se você tem todo o seu dinheiro em renda variável e surge uma emergência médica na família, você será obrigado a vender suas cotas no pior momento possível, realizando um prejuízo enorme. É o famoso “vender na baixa” por puro desespero. Agora, se você tem aquele montante equivalente a seis meses do seu custo de vida guardado em algo com liquidez imediata — como o Tesouro Selic ou um CDB de liquidez diária —, o caos do mercado externo não vira um caos na sua mesa de jantar. Onde a teoria encontra o perrengue real Pense no caso do Marcelo, um amigo que decidiu ignorar a reserva para “aproveitar as oportunidades” das criptomoedas.
Ele colocou tudo o que tinha em Ethereum e algumas altcoins promissoras. Dois meses depois, o telhado da casa dele precisou de uma reforma urgente após uma tempestade. O mercado cripto estava em uma semana de correção, caindo 20%. Resultado? O Marcelo teve que sacar o dinheiro com prejuízo para pagar o pedreiro. Ele não perdeu dinheiro porque o investimento era ruim, mas porque não tinha oxigênio financeiro para esperar a recuperação.
O que a teoria da informação diz sobre a segurançada chave privada
Lembro-me claramente da primeira vez que configurei uma hardware wallet. Olhei para aquele pequeno dispositivo, anotei as 24 palavras em um papel e fui invadido por uma sensação estranha de incredulidade. Como pode a segurança de todo um patrimônio depender apenas de uma sequência de palavras? A intuição humana, moldada para lidar com quantidades tangíveis como laranjas ou quilômetros, falha miseravelmente quando confrontada com a escala exponencial da criptografia. Parece frágil. Parece que alguém, em algum lugar, com um supercomputador quântico ou uma fazenda de servidores na Islândia, poderia simplesmente “chutar” a minha combinação.
É aqui que precisamos deixar a intuição de lado e olhar para o que a Teoria da Informação, campo inaugurado por Claude Shannon, nos diz sobre entropia e probabilidade. A segurança de uma chave privada no Bitcoin (e na maioria das altcoins que utilizam criptografia de curva elíptica) reside em um número de 256 bits. Para entender a robustez disso, precisamos entender o conceito de “espaço de chaves”. Imagine que cada chave privada possível é um grão de areia. Onde estariam esses grãos? Se transformássemos todo o planeta Terra em areia, ainda não teríamos grãos suficientes. Se pegássemos todo o universo observável e contássemos cada átomo, estaríamos chegando perto, mas ainda assim, o número de chaves possíveis ($2^{256}$) é ordens de magnitude maior do que o número de átomos no universo ($10^{80}$).
A Teoria da Informação trata a chave privada como um problema de entropia. Entropia, neste contexto, é a medida da imprevisibilidade. Uma chave segura é aquela que possui entropia máxima, ou seja, foi gerada de forma tão aleatória que nenhuma informação prévia ajuda a adivinhar o resultado. Aqui entra um cenário prático que ilustra a barreira termodinâmica da força bruta. Bruce Schneier, um renomado criptógrafo, propôs um exercício mental fascinante. Suponha que construamos um computador ideal, que consome a quantidade mínima de energia teoricamente possível para alterar um bit de informação (limite de Landauer). Agora, imagine que usamos uma esfera de Dyson para capturar toda a energia emitida pelo nosso Sol e canalizamos tudo isso para esse computador apenas para contar de 0 até $2^{256}$.
Ciclos de mercado e a arte da paciência: por que o tempo é o aliado mais valioso do investidor
Você já parou para observar como o horizonte de uma cidade muda em saltos, e não de forma linear? O mercado imobiliário é regido por uma coreografia lenta, muitas vezes incompreendida por quem busca liquidez imediata ou ganhos especulativos de curto prazo. Diferente do mercado de capitais, onde um algoritmo reage em milissegundos, o “tijolo” exige uma compreensão profunda do que chamamos de ciclos de maturidade. Se o tempo é o senhor da razão, no setor imobiliário ele é o principal multiplicador de patrimônio. A dinâmica imobiliária opera em quatro fases distintas: recuperação, expansão, excesso de oferta e recessão. O investidor técnico compreende que o lucro não é realizado apenas na venda, mas sim consolidado no momento da aquisição, quando se identifica um ativo precificado abaixo do seu custo de reposição ou em uma região com vacância em queda. O problema é que a maioria dos compradores entra no mercado durante o pico da fase de expansão, movida pelo entusiasmo dos lançamentos imobiliários e pela facilidade aparente de crédito. É aqui que a paciência se torna um diferencial competitivo. Considere o cenário de uma revitalização urbana. Imagine um investidor que adquiriu um imóvel comercial em uma zona degradada, mas com potencial logístico, pouco antes da alteração do Plano Diretor da cidade. Enquanto o mercado geral ignorava a região devido à baixa atratividade estética imediata, o investidor técnico analisava o Cap Rate projetado e a escassez de terrenos para o desenvolvimento de novos VGV (Valor Geral de Vendas). Ao segurar o ativo por sete ou dez anos, ele não apenas surfou na valorização da terra, mas também na compressão da taxa de capitalização à medida que a área se tornava “prime”. A paciência técnica também se aplica ao financiamento imobiliário. Muitos enxergam os juros como vilões, mas o investidor sofisticado utiliza a alavancagem a seu favor. Ao aportar uma entrada estratégica e utilizar o aluguel para amortizar as parcelas, ele permite que o tempo reduza o saldo devedor real (corrigido pela inflação) enquanto o valor de mercado do imóvel escala. É a mágica dos juros compostos aplicada a ativos tangíveis. Para quem atua na ponta da venda ou na gestão de imóveis, entender esses ciclos é o que separa um corretor de imóveis comum de um consultor de patrimônio. O mercado de locação, por exemplo, costuma ser o primeiro a reagir a uma crise, com a queda nos preços e o aumento da vacância. No entanto, ele também é o primeiro a sinalizar a retomada. Quem tem fôlego financeiro e paciência para não liquidar ativos durante a baixa, colhe aluguéis extraordinários quando a oferta de novos imóveis estagna devido à pausa nos lançamentos. A pressa é, quase sempre, o maior dreno de rentabilidade. Vender um imóvel às pressas para resolver um problema de caixa imediato geralmente implica em um deságio que anula anos de valorização imobiliária. Por outro lado, o home staging e pequenas reformas de valorização exigem tempo e planejamento, mas podem elevar o ticket final de venda em patamares que superam largamente o custo da obra. O sucesso no setor imobiliário não depende de “acertar a mão” em uma aposta única, mas de respeitar a inércia natural do mercado. O registro de imóveis e a escritura são o ponto final de um processo, mas a riqueza real é construída no hiato entre a compra e a maturação do bairro, da infraestrutura e da demanda local. Aqueles que conseguem desconectar o emocional das flutuações temporárias e focar nos fundamentos técnicos de localização e escassez são os que, invariavelmente, terminam os ciclos com um patrimônio sólido e resiliente.
O impacto das superfícies de treino (asfalto vs.grama) na saúde do tornozelo.
Imagine o Ricardo, um corredor amador que, após meses treinando em esteiras de academia, decide que é hora de encarar as ruas para sua primeira prova de 10km. Na primeira semana, ele escolhe o asfalto plano da avenida principal. Na segunda, seduzido pela ideia de um impacto menor, migra para o gramado do parque local. O resultado? Uma dor persistente na lateral do tornozelo e uma sensação de queimação na sola do pé. O dilema do Ricardo é o mesmo de milhares de pacientes que recebo no consultório: a superfície onde você pisa dita o destino da sua saúde musculoesquelética. Não existe um “vilão” absoluto, mas sim uma relação complexa entre a biomecânica do pé e a resposta do terreno.
O asfalto: a dureza que não perdoa O asfalto é uma superfície previsível, o que é ótimo para evitar tropeços. No entanto, sua rigidez é implacável. Quando o calcanhar toca o solo, a força de reação é devolvida quase integralmente para as articulações. Se o sistema de amortecimento natural do corpo — que envolve desde a gordura do calcanhar até a flexão do joelho — não estiver em dia, o tornozelo sofre as consequências. Nesse cenário, é comum observarmos o surgimento da fasceíte plantar e de processos inflamatórios no tendão de Aquiles. Como o terreno não absorve energia, o pé precisa trabalhar dobrado para dissipar o impacto.
Tibial posterior consultas com medico
Para quem tem pé cavo (arco muito alto), o problema se intensifica, pois a área de contato é menor e a pressão sobre os ossos do metatarso e o calcâneo aumenta drasticamente, podendo levar a fraturas por estresse. A grama: o desafio da instabilidade Muitos migram para a grama buscando “suavidade”, mas o que encontram é um terreno traiçoeiro. Embora a grama absorva melhor o impacto, ela introduz a irregularidade. Um pequeno buraco escondido ou uma raiz de árvore são suficientes para causar uma entorse de tornozelo.